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Turnover: o custo oculto que está consumindo o seu negócio

A rotatividade de colaboradores é um dos maiores desafios de gestão de pessoas. Entenda o que causa, quanto custa de verdade e como os benefícios corporativos são uma das ferramentas mais eficazes para reduzir o problema.

O que é turnover?

Turnover é a taxa de rotatividade de colaboradores em uma empresa — ou seja, a proporção de pessoas que saem (por demissão voluntária, demissão pela empresa ou outros motivos) em relação ao total de colaboradores, em um período determinado.

A fórmula básica é simples: divida o número de desligamentos pelo total médio de colaboradores no período, e multiplique por 100. Se você tinha 100 colaboradores e 12 saíram no último ano, seu turnover anual é de 12%.

Turnover (%) = (Desligamentos ÷ Total de colaboradores) × 100

O turnover médio no Brasil é um dos mais altos do mundo — em torno de 44% ao ano, segundo dados do CAGED. Isso significa que, em média, quase metade do quadro de uma empresa muda a cada ano. Para setores como varejo, alimentação e call center, os números podem ser ainda mais elevados.

Existe o turnover voluntário (o colaborador pede demissão) e o involuntário (a empresa demite). Para a gestão de benefícios e retenção, o foco principal é no voluntário — porque é ali que os benefícios têm maior impacto.

Por que os colaboradores pedem demissão?

As causas do turnover voluntário são bem mapeadas pela literatura de RH — e os benefícios aparecem como um dos principais fatores de influência em quase todas elas.

Remuneração abaixo do mercado

Salários e benefícios desalinhados com o mercado são a principal razão de saída. O colaborador aceita outra oferta quando percebe que pode ganhar mais em outro lugar.

Falta de perspectiva de crescimento

Profissionais que não enxergam um caminho de desenvolvimento na empresa buscam oportunidades onde possam evoluir na carreira.

Clima organizacional ruim

Relação conflituosa com líderes, falta de reconhecimento e cultura tóxica são fatores que aceleram a decisão de sair.

Falta de flexibilidade

A pandemia criou novas expectativas sobre como, quando e onde se trabalha. Empresas rígidas perdem talentos para quem oferece mais autonomia.

Esgotamento e saúde mental

Burnout, sobrecarga e falta de suporte emocional fazem com que o colaborador saia — muitas vezes de forma abrupta e inesperada.

Falta de reconhecimento

Colaboradores que não se sentem valorizados tendem a se desengajar antes de pedir demissão. O turnover é apenas o estágio final de um processo.

Quanto custa, de verdade, perder um colaborador?

Estudos do mercado de RH estimam que o custo real de substituir um colaborador pode chegar a 1,5x a 2x o salário anual da posição. Para muitos gestores, esse número é uma surpresa — porque grande parte dos custos é invisível.

1

Rescisão e verbas legais

FGTS (40% de multa), aviso prévio, 13º proporcional, férias proporcionais e saldo de salário. Para um salário de R$4.000, a rescisão pode custar entre R$6.000 e R$10.000.

2

Recrutamento e seleção

Anúncios, plataformas de vagas, tempo do RH e da liderança envolvidos no processo. Em média, R$2.000 a R$8.000 por processo, dependendo do cargo.

3

Onboarding e treinamento

Tempo investido para integrar e capacitar o novo colaborador. As primeiras semanas têm baixa produtividade e alto custo de acompanhamento.

4

Perda de produtividade

O cargo fica vago por semanas ou meses. A equipe absorve mais trabalho, o que aumenta o risco de novos pedidos de demissão por sobrecarga.

5

Perda de conhecimento

Quem sai leva consigo processos, relacionamentos com clientes e conhecimento acumulado que raramente é totalmente documentado.

6

Impacto no time

Altas taxas de saída criam insegurança na equipe, afetam o moral e podem desencadear um efeito cascata de pedidos de demissão.

Exemplo prático: Uma empresa com 200 colaboradores e turnover de 20% ao ano perde 40 pessoas. Se o salário médio é R$4.500, o custo total estimado de reposição pode ultrapassar R$540.000 por ano — considerando rescisão, recrutamento, treinamento e perda de produtividade. Investir em benefícios que reduzam o turnover em 5 pontos percentuais pode gerar uma economia significativamente maior do que o custo dos próprios benefícios.

Não basta oferecer — é preciso comunicar

Um erro frequente de empresas que já têm bons benefícios é não comunicá-los adequadamente. Pesquisas de mercado mostram que uma parcela significativa dos colaboradores desconhece todos os benefícios que a empresa oferece — e muitos nem sabem o valor mensal que a empresa investe neles.

Quando o colaborador não percebe o valor do que recebe, o benefício não gera o impacto esperado na retenção. É como ter um cartão de fidelidade sem nunca usar os pontos.

A comunicação ativa e organizada dos benefícios é parte fundamental da estratégia de retenção — e é exatamente isso que o HUB de benefícios do Gward faz. Cada colaborador acessa pelo app uma visão completa de tudo que a empresa oferece, com informações claras sobre como ativar e usar cada benefício.

Pronto para reduzir o turnover na sua empresa?

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